Coletivo cria núcleo de acolhimento para mulheres do Morro da Cruz

Mais um passo importante visando ajudar os moradores do Morro da Cruz foi dado pelo Coletivo. Depois de começarmos março com aulas de educação ambiental, que tem como objetivo conscientizar nossos jovens e a comunidade sobre a importância de fazer ações para solucionar a crise climática global, lançamos no dia 8 um novo projeto focado nas mulheres do morro.

A iniciativa, que se chama NAAM – Núcleo de Atendimento à Mulher do Morro da Cruz, nasceu com o propósito de ser um espaço onde as mulheres possam se sentir seguras para conversarem sobre temas relevantes pra elas e que precisam ser debatidos, como violência doméstica por exemplo.

Georgia Garcia, estagiária de psicologia do Coletivo e uma das pessoas que estarão à frente no projeto, explica que a violência será um tema frequente a ser conversado, principalmente pelo fato de ser algo recorrente não só no Morro da Cruz, mas como no Rio Grande do Sul e Brasil todo. Ela acredita que os crimes contra as mulheres ainda acontecem pela falta de efetividade para combater a violência e também pelos padrões já impostos na sociedade. 

Georgia acredita no potencial do núcleo e em como ele será útil, principalmente porque ele irá promover informação de qualidade para o público-alvo do projeto. 

Tenho grandes expectativas, acho que a proposta de promover informação é fundamental, pois muitas vezes as pessoas pensam que violência contra a mulher é apenas aquela que deixa marcas físicas, sem perceber que são as pequenas violências naturalizadas que muitas vezes sustentam as maiores. Assim como facilitar o acesso à informação quanto aos serviços de atendimento da rede pública, pois muitas vezes as mulheres não sabem quais instituições devem procurar, ou quais direitos são garantidos por lei, explica.

Penso que hoje em dia se fala muito mais sobre as violências de gênero, se pensa mais em políticas de enfrentamento, mas que efetivamente ainda não se resolveu muita coisa. Os padrões esperados de homens e mulheres ainda são bem fortes, e as pequenas violências, ainda são muito frequentes e por vezes até justificadas como naturais. Inclusive no contato com os jovens, muitas vezes, se vê comentários muito machistas e na contramão do trabalho que queremos desenvolver. 

Um sonho finalmente alcançado

Rosimeri Aguirre irá realizar o sonho de criar um núcleo de apoio para mulheres da comunidade – Créditos: Robson Farias / Coletivo MDC

Criar o núcleo era um sonho antigo da educadora referência do Coletivo Rosimeri Aguirre. Rosi, como é carinhosamente chamada na ONG, busca há anos incentivar as mulheres do Morro da Cruz a buscarem seus direitos e também combater qualquer tipo de violência. Junto da Geórgia, ela estará comandando o projeto. Rosi acredita que a realização do núcleo será de extrema importância para o público feminino da comunidade. 

Eu acho porque vai ajudar muitas mulheres, né? Muitas não sabem onde procurar ajuda, os direitos delas, como fazer para sair de certas situações, explica.

Rosi ainda explica que no núcleo também terá diversas atividades que visem ajudar as mulheres do morro como artesanato e também palestras com profissionais de áreas importantes como a da saúde.

Como participar

Palestra realizada pelo Coletivo no dia 8 de março falou sobre acesso a direitos para mulheres – Créditos: Arquivo pessoal / Coletivo MDC

As reuniões acontecerão todas às sextas-feiras às 15h30 na Travessa 25 de Julho, 1572 (ao lado da Associação Comunitária do Morro da Cruz e da delegacia de polícia). Para participar, basta entrar em contato através do WhatsApp de número 051981293311.

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